quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009



PROTESTANTES EM DEFESA DE MARIA, MÃE DE DEUS, SEMPRE VIRGEM
As citações abaixo, feitas por Lutero e Calvino, reais fundadores do Protestantismo, e outros teólogos sérios, denotam o verdadeiro respeito, carinho e amor que todo cristão deve nutrir pela Mãe de Jesus:
“Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis, monarcas da Terra comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar bastante (nunca poderemos exaltar o suficiente), a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade.”
(Martinho Lutero, “Comentário do Magnificat”, cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista “Jesus vive e é o Senhor”).
“Por justiça teria sido necessário encomendar-lhe [para Maria] um carro de ouro e conduzi-la com quatro mil cavalos, tocando a trombeta diante da carruagem, anunciando: ‘Aqui viaja a mulher bendita entre todas as mulheres, a soberana de todo o gênero humano‘. Mas tudo isso foi silenciado; a pobre jovenzinha segue a pé, por um caminho tão longo e, apesar disso, é de fato a Mãe de Deus. Por isso não nos deveríamos admirar, se todos os montes tivessem pulado e dançado de alegria.”
(idem, cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista “Pergunte e Responderemos” nº 429).
“Ser Mãe de Deus é uma prerrogativa tão alta, coisa tão imensa, que supera todo e qualquer intelecto. Daí lhe advém toda a honra e a alegria e isso faz com que ela seja uma única pessoa em todo o mundo, superior a quantas existiam e que não tem igual na excelência de ter com o Pai Celeste um filhinho comum. Nestas palavras, portanto, está contida toda a honra de Maria. Ninguém poderia pregar em seu louvor coisas mais magníficas, mesmo que possuísse tantas línguas quantas são na terra as flores e folhas nos campos, nos céus as estrelas e no mar os grãos de areia.”
(idem, cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista “Jesus vive e é o Senhor”)
“Peçamos a Deus que nos faça compreender bem as palavras do Magnificat… Oxalá Cristo nos conceda esta graça por intercessão de sua Santa Mãe! Amém.
(Martinho Lutero, “Comentário do Magnificat”).
“O Filho de Deus fez-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o auxílio de varão e a nascer de Maria pura, santa e sempre virgem.
(Martinho Lutero, “Artigos da Doutrina Cristã”)
“Maria é digna de suprema honra na maior medida.”
“Um só Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nascido da Virgem Maria.”
(”Apologia da Confissão de Fé de Augsburg“, art. IX).
“Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.”
(João Calvino, Comm. Sur l’Harm. Evang.,20)
“Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.”
(Zwinglio, em “Corpus Reformatorum”)
“Creio que [Jesus] foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada.”
(John Wesley, fundadador da Igreja Metodista, em carta dirigida a um católico em 18.07.1749)
“Ao ler estas palavras de Martinho Lutero [em "Comentário do Magnificat"], que até o fim de sua vida honrava a mãe de Jesus, que santificava as festas de Maria e diariamente cantava o Magnificat, se percebe quão longe nós geralmente nos distanciamos da correta atitude para com ela, como Martinho Lutero nos ensina, baseando-se na Sagrada Escritura. Quão profundamente todos nós, evangélicos, deixamo-nos envolver por uma mentalidade racionalista, apesar de que em nossos escritos confessionais se lêem sentenças como esta: ‘Maria é digna de ser honrada e exaltada no mais alto grau‘.
O racionalismo ignorou por completo o mistério da santidade. O que é santo, é bem diferente do resto; diante do que é santo, só nos podemos quedar em admiração, adorar e prostrar-nos no pó. O que é santo, não é possível compreendê-lo. Diante da exortação, de Martinho Lutero, de que Maria nunca pode ser suficientemente honrada na cristandade, como a mulher suprema, como a jóia mais preciosa depois de Cristo, e sou obrigada a me confessar adepta daqueles que durante muitos anos de sua vida não seguiram esta admoestação de exaltá-la e assim também não cumpriram a exortação da Sagrada Escritura segundo a qual as gerações considerariam Maria bem-aventurada (Lucas 1,48).
Eu não entrei na fila destas gerações. É verdade que também li na Sagrada Escritura como Isabel, mulher agraciada por Deus, falando pelo Espírito Santo e denominando Maria ‘a mãe do meu Senhor’, lhe prestou a maior homenagem, ao lhe dizer como prima mais idosa: ‘Donde me vem a honra de tu entrares em minha casa?!’ Eu, de fato, poderia ter aprendido o procedimento correto com Isabel. Mas eu não prestei homenagem a Maria com pensamento algum, com nenhum sentimento do coração, com palavra alguma, nem com algum canto. E muito menos eu a louvava sem fim, deixando de seguir a orientação de Lutero, quando escreve que jamais chegaríamos a exaltá-la o suficiente.
Minha intenção, ao escrever este opúsculo sobre o caminho de Maria, segundo o que diz dela a Sagrada Escritura, foi conscientemente reparar esta omissão pela qual me tornei culpada para com o testemunho da Palavra de Deus. Nas últimas décadas o Senhor me concedeu a graça de aprender a amar e honrar cada vez mais a Maria, a mãe de Jesus. E isto, à medida que, pela Sagrada Escritura, me ia aprofundando no conhecimento de sua vida e dos seus caminhos. Minha sincera intenção, ao escrever este livro, é fazer o que posso para ajudar, a fim de que entre nós, os evangélicos, a mãe de nosso Senhor seja novamente amada e honrada, como lhe compete, segundo as palavras da Sagrada Escritura e conforme nos recomendou Martinho Lutero, nosso reformador.
Com gratidão gostaria de confessar aqui quanto o testemunho de sua obediência, de sua entrega total de disponibilidade para andar todos os seus penosos caminhos, me foram uma bênção. Pois ela viveu e andou o caminho da humilhação, numa atitude que - no dizer de Lutero, quando escreve a introdução ao Magnificat - nos pode servir de exemplo: ‘A delicada mãe de Cristo sabe ensinar melhor do que ninguém - pelo exemplo de sua prática - como devemos conhecer, louvar e amar a Deus…’
Quanto amor nós, os evangélicos, dedicamos aos apóstolos Paulo e Pedro! Muitas vezes até encontramo-nos num relacionamento individual e espiritual com eles. Nós os honramos e lhe agradecemos por terem andado este caminho de discípulos de Cristo. Agradecemos ao apóstolo Paulo, porque sabemos que, sem ele, a mensagem de Jesus não teria chegado até nós, os gentios. Exaltamos, cheios de gratidão, os mártires de nossa Igreja, cujo sangue foi semente da qual a Igreja tira vida. E nos esquecemos muitas vezes de agradecer a Maria, a mãe de nosso Senhor. Não está ela inserida na ‘nuvem de testemunhas’ que nos circundam (cf. Hebreus 12,1) e cujo testemunho nos deve fortalecer para a luta que temos a sustentar?
Se honramos apóstolos e arcanjos e deles esperamos que sejam nossos guias no caminho, usando seus nomes para denominar comunidades e igrejas nossas, então, como é que poderíamos excluir Maria, que está ligada a Jesus como a primeira e mais íntima e que andou com Ele o caminho da cruz?
A nossa Igreja Evangélica deixou de lhe prestar honra e louvor, receando com isto reduzir a honra devida a Jesus. Mas o que acontece é o seguinte: toda honra autêntica dirigida aos discípulos de Jesus e também à Sua mãe aumenta a honra do Senhor. Pois foi Ele, só Ele, que os elegeu, os cobriu com Sua graça e fez deles Seu vaso de eleição. Por sua fé, seu amor e sua dedicação para com Deus, é Deus colocado no centro das atenções e é glorificado.
É intenção nossa - como Irmandade de Maria - contribuir, em obediência à Sagrada Escritura, para que nosso Senhor Jesus não seja entristecido por um comportamento nosso destituído de reverência para com Sua mãe ou até de desprezo. Pois ela é Sua mãe que O deu à luz e O criou e educou e a cujo respeito falou o Espírito Santo, por intermédio de Isabel: ‘Bem-aventurada a que creu!’
Jesus espera de nós que a honremos e amemos. É isto que nos é proposto pela Palavra de Deus e é, portanto, Sua vontade. E somente os que guardam Sua palavra, são os que amam a Jesus de verdade (João 14,23).”
(M. Basilea Schlink, escritora evangélica que escreveu, em 1960, o livro “Maria - o Caminho da Mãe do Senhor” e fundadora da Irmandade Evangélica de Maria, em Darmstadt, Alemanha; fonte: revista “Pergunte e Responderemos”, nº 429).
“Em Lourdes, em Fátima e em outros santuários marianos, a crítica imparcial se encontra diante de fatos sobrenaturais, que tem relação direta com a Virgem Maria, seja mediante as aparições, seja por causa das graças milagrosas solicitadas pela sua intercessão. Estes fatos são tais que desafiam toda a explicação natural.
Sabemos ou deveríamos saber que as curas de Lourdes e Fátima são examinadas com elevado rigor científico por médicos católicos e não-católicos. Conhecemos a praxe da Igreja Católica, que deixa transcorrer vários anos antes de declarar alguma cura milagrosa. Até hoje, 1200 curas ocorridas em Lourdes foram pelos médicos consideradas cientificamente inexplicáveis. Todavia a Igreja Católica só declarou milagrosas 44 delas. Nos últimos 30 anos, 11000 médicos passaram por Lourdes. Todos os médicos, qualquer que seja a sua religião ou posição científica, tem livre acesso ao “Bureau des Constatations Medicales”. Por conseguinte, uma cura milagrosa é cercada das maiores garantias possíveis.
Qual é, pois, o sentido profundo destes milagres no plano de Deus? Bem parece que Deus quer dar uma resposta irrefutável à incredulidade dos nossos dias. Como poderá um incrédulo continuar a viver de boa fé na sua incredulidade diante de tais fatos? E também nós, cristãos-evangélicos, podemos ainda, em virtude de preconceitos, passar ao lado destes fatos sem nos aplicarmos a um atento exame?
Uma tal atitude não implicaria grave responsabilidade para nós? Por que um cristão evangélico pode ter o direito de ignorar tais realidades pelo fato de se apresentarem na Igreja Católica e não na sua comunidade religiosa? Tais fatos não deveriam, ao contrário, levar-nos a restaurar a figura da Mãe de Deus na Igreja Evangélica?
Somente Deus pode permitir que Maria se dirija ao mundo, através de aparições. Não nos arriscamos talvez a cometer um erro fatal, fechando os olhos diante de tais realidades e não lhes dando atenção alguma? Cristãos Evangélicos da Alemanha, deveremos talvez continuar a opor-lhes recusa e indiferença? Continuaremos a nos comportar de modo que o inimigo de Deus nos mantenha em atitude de intencional cegueira?
Não deveremos talvez abrir o nosso coração a esta luz que Deus faz brilhar para a nossa salvação? Tal problema evidentemente merece exame, não deve ser afastado de antemão, por preconceito, pelo único motivo de que tais curas são apresentadas pela Igreja Católica. Uma tal atitude acarretaria grave dano para nós mesmos e para o mundo inteiro. Grande responsabilidade nos toca. Temos o direito de examinar tais fatos. Não nos é possível passar ao largo e encampar tudo no silêncio. Hoje, em alguns países, está em causa a existência mesmo do Cristianismo. Seria o cúmulo da tolice ignorarmos a voz de Deus que fala ao mundo, pela mediação de Maria, e dar-lhe as costas, unicamente, porque Ele faz ouvir sua voz através da Igreja Católica. Como quer que seja, não podemos calar por muito tempo sobre tais realidades. Temos que examiná-las, sem preconceito, pois é iminente uma catástrofe.
Poderia acontecer que, rejeitando ou ignorando a mensagem que Deus nos faz chegar através de Maria, estejamos recusando a última graça que ele nos oferece para a nossa salvação. É, por isso, um dever muito grave para todos os chefes da Igreja luterana e para outras comunidades cristãs examinar tais fatos e tomar uma posição objetiva. Este dever impõe-se também pelo fato de que a Mãe de Deus não foi esquecida somente depois da Guerra dos 30 anos e na época dos livres pensadores da metade do século XVIII.
Sufocando no coração dos evangélicos o culto da Virgem, destruíram os sentimentos mais delicados da piedade cristã. No seu Magnificat, Maria declara que todas as gerações a proclamarão bem-aventurada até o fim dos tempos. Todos nós verificamos que esta profecia se cumpre na Igreja Católica e, nestes tempos dolorosos, com intensidade sem precedentes. Na Igreja Evangélica, tal profecia caiu em tão grande esquecimento que dificilmente se encontra algum vestígio da mesma. Ainda uma vez estas reflexões nos impõe o dever de examinar os fatos acima citados e de tirar dos mesmos todas as conclusões pertinentes.”
(Manifesto de Dresden - documento redigido por vários teólogos luteranos epublicado pela revista “Spiritus Domini” n.5, Maio/1982)
Por fim, gostaria de observar àqueles que negam o título de “Mãe de Deus” a Maria, que tanto Lutero quanto Calvino (além da Igreja Católica e da Igreja Ortodoxa, é claro) admitiam e professavam essa verdade de fé, como podemos vernas citações acima.
Copyright (C) 1998, por Carlos Martins NabetoTodos os direitos reservadosAs citações foram retiradas do site da Banda Rosa Mystica e da revista “Perguntee Responderemos”

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009


"Posso todas as coisas em CRISTO, que me fortalece". (Fil. 4:13).

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

BATISMO DO SR. OSVALDO

Sr. Osvaldo depois de 61 anos de vida, decide batizar-se, na Igreja do Senhor e fundamentar a sua vida na causa do Reino de Deus. Lagoa Real, 14 de jeneiro de 1009.
Nossa Igreja O acolhe com amor e ora para que Deus possa ser presença constante em sua vida!!!!

Coral "SEGUIDORES DE CRISTO" Cantando a Mensagem da Salvação em Jesus, o Nosso Senhor!!!



Seminarista Antônio Carlos

Proclamando a Boa Nova de Jesus Cristo!!!


Igreja Católica em Lagoa Real





Igreja de Cristo em Uganda





Ações da Igreja de Cristo em Uganda - África

Conversão de uma Igreja Inteira

Quando o rev. Alex Jones prega, sua voz cheia de profunda sensibilidade ressoa fora do ambiente da cúpula branca da Igreja Cristã Maranatha, na avenida Oakman, no oeste de Detroit. Entretanto, assim não acontecerá mais por muito tempo: o espaçoso e formalmente ornado templo Ortodoxo Grego foi vendido. Isto porque a Congregação, predominantemente afro-americana, se reduziu de 200 para 80 nos últimos dois anos, pois o pastor Jones, 58 anos, trocou o culto Pentecostal por uma réplica da Missa Católica.E no domingo, 4 de junho, celebrando a Unidade Cristã e a Ascensão do Senhor, a Congregação decidiu, por 39 votos a favor e 19 contra, os próximos passos necessários para se tornar Católica. Sua história é uma jornada de fé que está cheia de surpresas, angústias, dúvidas, amor e alegria.
"Está Doido?"
"Eu pensava que algum espírito se apoderara dele", diz Linda Stewart sobre seu tio Alex, pastor da Igreja Maranatha (que em aramaico significa "o Senhor vem"). "Pensava que nessa procura pela verdade ele se extraviara e perdera a cabeça". A razão para a preocupação de Linda Stewart era que seu tio, tido como um pai por ela desde o falecimento de seu verdadeiro pai há alguns anos, trocara o estudo da Bíblia, realizado às quartas-feiras, pelo estudo dos primitivos Padres da Igreja. E gradualmente foi trocando o culto dominical por um definitivo retorno à Missa Católica: ajoelhar-se, Sinal da Cruz, Credo de Nicéia, celebração Eucarística - todos os nove passos. "Tínhamos aprendido que a Igreja Católica era a grande prostituta", explicou Linda. "Tínhamos aprendido que o Papa era o anticristo... Maria? Maria? De modo algum! Éramos felizes e seguíamos em frente, seguíamos exatamente a Jesus e, então, lá ele veio e nos torceu com uma chave-inglesa. Eu estava triste" - disse Stewart - "e pensava: 'está doido se julga que iremos cair nessa!'"O princípio de tudo isso ocorrera há alguns anos, quando Jones assistira a um debate entre o anti-católico David Hunt e o apologista Karl Keating no show de rádio "Catholic Answers" ("Respostas Católicas").Keating fizera uma pergunta profunda: "Em quem você acredita no caso de um acidente: naquele que ali estava como testemunha ocular ou naquele que apareceu após se passar anos?" Para aprender sobre a Primitiva Igreja Cristã, Keating acentuou que era necessário ler os Padres da Igreja Primitiva, que estavam lá desde o começo."Isso fazia sentido, mas eu ainda não estava maduro para mudar", diz rev. Jones. "Guardei isso no meu coração e ponderei; mas tudo não me fez sentido até que li os Padres e constatei uma Cristandade que não tínhamos na nossa igreja".
A Mudança
Rev. Jones estava começando... "Percebi que o centro do culto não era a pregação nem as celebrações dos dons do Espírito, mas a Eucaristia como o Corpo e Sangue de Cristo presente" - diz.No começo do verão de 1998 o pastor Jones, com seu estudo da Bíblia nas quartas-feiras, decidiu reativar o culto da Igreja Primitiva. Um mês mais tarde, Jones passou a realizar uma celebração eucarística todos os domingos. "Minha Congregação considerou isso ridículo" - ele recorda. "Eles julgavam que uma vez por mês era o suficiente. Reconheci que o povo queria soltar sua voz repleta de tristeza" - diz.Somadas aos usos teológicos, havia diferenças raciais, culturais e sociais para que concordassem. "A única instituição negra afro-americana própria é a igreja" - diz Jones. "Quando você abre mão dela e vai para uma instituição própria branca, que é insensível às necessidades dos negros americanos, não fica fácil".O livro "Cruzando o Tibet", de Steve Ray, professor de Bíblia em Milão, proporcionou a Jones ensinamentos das Escrituras sobre o Batismo e a Eucaristia. Jones reportou-se a Ray quando procurou o Seminário do Sagrado Coração e falou com Bil Riordan, anteriormente professor de teologia ali. Começou a se encontrar com Ray de forma regular e a dialogar quase diariamente por telefone ou e-mail. O estudo da Bíblia às quartas-feiras de Jones se tornou um estudo sobre os primitivos Padres da Igreja, sobre o Catecismo Católico, Maria, os santos, o purgatório, a teologia sacramental e o desenvolvimento da doutrina."Comecei a deixar de lado a Sola Scriptura (Somente a Bíblia), o coração e a alma da fé protestante" - diz Jones.
O povo começou a sair
Até a sobrinha de Jones pensou assim. "Cada Domingo ia para casa e dizia: 'Este é o meu último Domingo. Vou sair e não voltar mais lá". Mas, diz Stewart, como confiava que seu tio era um homem de Deus, acabava retornando e gradualmente as coisas começaram a fazer sentido. No processo de trocar o serviço de culto da Maranatha, rev. Jones pensou: "Por que eu deveria recriar a roda?" Havia já uma igreja que fazia isso: a Igreja Católica!""Comecei por perceber que a igreja da sala superior era a Igreja Católica" - diz Jones. "Todas as demais tiveram uma data de começo e fundador posteriores. Eu encontrara a Igreja de Jesus Cristo e estava querendo perder tudo o mais".Assim, foi ele testado...
Problemas na frente de casa
"Primeiro pensara que ele fôra atraído pelo excitamento de fazer liturgia como os Primitivos Padres da Igreja" - diz Donna Jones, esposa de Alex, de 33 anos. "Isto parecia coisa temporária. Então, ele começou a trocar as coisas drasticamente e eu comecei a realmente ficar admirada do que estava levando adiante. Fiquei perturbada porque sentia que ele estava indo para o caminho errado".Muitas vezes, afirma o pastor Jones, sua esposa e seus três filhos adultos, José, Benjamim e Marcos, eram completamente hostis às mudanças. Mas isso não era surpresa."Ele havia pregado que a Igreja Católica era cheia de adoração a ídolos" - diz Donna. "Assim, quando começou a abraçá-la, eu disse: 'Há alguma coisa errada aqui'. Ele me prensou na parede".Alex e Dona começaram a discutir e a debater os usos, muitas vezes nas primeiras horas da manhã."Eu comecei a estudar a Igreja Católica porque precisava refutar o que ele estava pregando" - explicou Donna. "Precisava de munição. Mas logo que eu comecei a ler sobre os Padres da Igreja, uma mudança começou a ter lugar no meu coração". No verão de 1998, Dennis Walters, diretor do RCIA (o Rito de Iniciação Cristã para Adultos) da paróquia de Cristo Rei, em Ann Arbor, se encontrou com os Jones na casa de Steve Ray."Decidi, antes de deixá-los afundar ou nadar por si mesmos" - diz Walters - "que ofereceria minha ajuda a eles". Walters forneceu-lhes, aos mais velhos e aos diáconos, Catecismos Católicos, e respondia a suas muitas perguntas sobre a doutrina católica. Desde março de 1999, Walters se encontrou com os Jones todas as terças-feiras por 4 ou 5 horas. "Levei a maioria do meu material da RCIA para eles" - diz.Para Donna, que levantava sempre mais perguntas, "eu fazia as questões que trazia das ruas, para as quais me sentia mais desesperada por respostas, e falava ao Senhor Jesus como se tivesse uma conversa com outro ser humano no carro" - diz ela. "Meus lábios se moviam e eu não dava atenção a quem me via".Ela lutou com a real possibilidade de que a admissão na Igreja Católica poderia significar a perda do emprego de seu marido. "Assim, eu disse: Senhor o que estou fazendo após 25 anos de ministério? O que há com minhas mãos? Eu não estou preparada para me tornar pedicure ou manicure" - ri. "Então o Espírito Santo me falou no coração: 'Eu não estou questionando sobre a sua concordância. Estou tratando da sua conformação com a imagem de Cristo". Exatamente 8 meses depois, Donna se dirigiu a seu marido numa tarde e anunciou: "Eu sou Católica".
A Conduta Cautelosa de RomaMas o processo de admissão na Igreja não é de modo algum tão rápido. A Maranatha comunicou-se com a Arquidiocese de Detroit durante mais de um ano. A Arquidiocese está procedendo com cautela já que há muito a ser estudado, incluindo a RCIA, a situação dos re-casados e as posições do ministério católico adequadas para os ministros do Maranatha.Ned McGrath, diretor de comunicações da Arquidiocese de Detroit, liberou a mudança à adoção do Credo. "No espírito do Grande Jubileu, o Cardeal Maida e a Arquidiocese se abriram ao questionamento de outros líderes cristãos e/ou suas congregações em perspectiva a possíveis mudanças para associações individuais à Igreja Católica Romana. Até agora esses diálogos podem e devem ser descritos como introdutórios, privados e inconclusivos".Há algumas semanas, o bispo Máxis Anderson, único bispo afro-americano de Detroit, realiza o culto nos domingos na Maranatha. Após o culto ele responde às perguntas e diz à Congregação que os bispos estão excitados com a situação ocorrida ali. "Ele diz que os bispos discutem tanto porque não querem parecer estar tirando vantagem da situação" - afirma Walters.Por enquanto, há a possibilidade do pastor Jones entrar para o seminário e se tornar padre ou diácono católico. Pastores casados de outros credos têm feito exatamente isso: Steve Anderson, de White Lake, era padre numa igreja carismática episcopal antes de deixar sua igreja e presbiterato para se unir à Igreja Católica. Casado e pai de três jovens rapazes, Anderson recebeu a permissão de Roma para se tornar um padre católico e entrará no Seminário Maior do Sagrado Coração no outono, para começar três anos de estudos antes de ser ordenado para a Diocese de Lansing.Ironicamente, Anderson encontrou Jones há alguns anos atrás, por ocasião de um encontro de pastores da área de Detroit, liderado pelos Guardas da Aliança. "Aconteceu que nós nos sentamos próximos um do outro" - diz Anderson. "Não estava planejando me tornar católico naquele tempo. Falamos acerca dos primitivos Padres da Igreja e nos tornamos bons amigos".Rev. Jones não se perturba sobre seu futuro como ministro. Ele diz que está preparado para fazer o que o cardeal Adam Maida o aconselhe a fazer. "Posso sair e conseguir um emprego agora" - ri Jones. Ele foi professor da escola pública de Detroit por 28 anos, 17 dos quais conjugando esse estudo com seu trabalho pastoral.
Ser ou não ser católico?
Tudo, finalmente, se decidiu com o voto de 4 de junho. A questão: "Você quer tomar os próximos passos necessários para admissão na Igreja Católica?" Logo que a Congregação entrou pelas grandes portas de madeira do Maranatha, todos começaram a colocar seus votos amarelos na urna. Não importava qual o resultado, a família Jones - incluindo os três rapazes e suas famílias - sabiam que continuariam sua caminhada em direção à Igreja Católica. Irromperam aplausos quando a decisão a favor de se tornar católica foi anunciada, mas a vitória foi agridoce.Jones encorajava os 19 que votaram para não continuar na Congregação, já que ela continuaria com a mudança; mas ele já previra que alguns a deixariam. "Este é o aspecto mais penoso da coisa. Ver pessoas que você ama ir embora porque não entenderam" - diz Jones.Até mesmo membros das igrejas vizinhas estavam transtornados. "É como se eu tivesse me unido ao inimigo, como se os tivesse traído. Teve gente me chamando de volta, dizendo: 'Eu o amo, estou rezando por você, mas não entendo o que está fazendo'. E não importava quão difícil era você tentar fazê-los entender: eles não queriam ouvir".Entre esses 19 da Maranatha estava Leola Crittendon, 64 anos. "Sou uma das pioneiras" - ela diz. "É como a morte da igreja. É de cortar coração". Crittendon disse que nunca assistira às reuniões das tardes de quartas-feiras porque sabia que não se tornaria Católica. "Isso não era comigo". O Pastor Jones - diz ela - era como um irmão para ela e para sua família. "Nós o amamos ternamente; desejamos que fique bem e rezamos por ele diariamente; mas a família vai em busca de outra igreja" - diz Crittendon. "O Pastor Jones disse que essa era a vontade de Deus para ele, mas essa não é a vontade de Deus para mim e a minha família".Para outros foi ocasião de festa: "Estou muito feliz" - diz a sobrinha de Jones, Linda Stewart. "Não posso esperar para entrar em comunhão plena com a Igreja [católica] porque acredito realmente que ela é a Igreja que Cristo deixou aqui e preciso ser parte dessa Igreja".Diz DeGloria Thompson, uma mãe divorciada com dois adolescentes: "É excitante estar exatamente na linha da Igreja de Cristo"."Estou pronto" - diz Gregório Clifton, 41 anos, pai de quatro jovens crianças. "Gosto de ir e receber a Eucaristia".O Reverendo Michael Williams tinha sido durante 12 anos um dos mais velhos da Maranatha. "Sei seguramente, sem qualquer sombra de dúvida, que esta mudança é uma mudança divina e a direção que estamos tomando é uma direção divina".O rev. Alex Jones também sabe disso. "Este é um trabalho definitivamente do Santo Espírito" - diz. "Quando me foi revelado que esta era sua Igreja, não tive uma decisão difícil a tomar, embora soubesse que custaria tudo" - diz.Agora há a necessidade de um templo para a nova igreja. Os membros da Maranatha têm 30 dias para encontrar um. Jones não está perturbado. "Confiamos que Deus nos encontrará um" - diz. Para o Pastor Jones e para a Congregação Maranatha, esta história continuará...
Leia o texto original em Inglês: www.stanwilliams.com/Hanson.htm

Igreja Santa Virgem das Vitórias
Lagoa Real - Bahia